Carta

06:12



Eu amo você. Você não me ama. Não é novidade. É a história mais antiga de todas. Eu amo você. Você não me ama. Mais antiga do que o amor proibido, talvez mais velho do que a luxúria... Não, a luxúria é provavelmente a única coisa mais velha do que o amor não correspondido. A luxúria veio primeiro. A luxúria vem primeiro. O amor requer paciência, aceitação e uma atenção muito detalhista. Mas no meu caso... Eu te amei antes de cobiçar você. Que estranho foi...
Você é o corpo do Amor, e eu quero cada centímetro dele, não como algo bonito para se possuir, não como algo apetitoso para saborear, mas como meu amor se fez carne, eu posso tocá-lo... Bem, eu o faria. Mas eu não acho que você sente o mesmo.
Acho que o amor é leve, mas quando você ama sozinho, é muito pesado, muito pesado para duas mãos. Demais para sentir o que estou sentindo sozinho, então é claro que às vezes me pego tentando sufocá-lo, acabar com ele, vai embora, Amor.
Ou é o fardo da esperança que me esmaga? Talvez ... Talvez o amor em si não seja quem está me machucando, mas essa esperança ... Essa esperança de que você me responda dizendo que me ama também; você sempre me amou. Este desejo de estar completamente errado. Vamos lá, coisa linda, me diga que estou errado, tão errado.


ENGLISH:


I love you. You don’t love me. It’s no news. It’s the oldest story ever. I love you. You don’t love me. Older than forbidden love, maybe older than lust… No, lust is most likely the only thing older than unrequited love. Lust came first. Lust comes first. Love takes patience, acceptance, and detailed oriented attention. But in my case… I have loved you before I lusted for you. How strange it was...
You’re the body of Love, and I want each centimeter of it, not as something beautiful to possess, not as something appetizing to taste, but as my love made flesh, I can touch it… Well, I would. But I don’t think you feel the same way.
I guess love is light, but when you love alone, it’s too heavy, too heavy for two hands. Too much to feel what I’m feeling by myself, so of course I sometimes catch myself trying to smother it, end it, be gone, love.

Or is it the burden of hope that crushes me? Maybe… Maybe love itself it’s not the one hurting me, but this hope… This hope that you will answer me saying you love me too; you’ve loved me all along. This wish to be so completely wrong. C’mon, beautiful, tell me I’m wrong, so wrong.

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