estava feito.

23:19

Às vezes eu sentia um ciúme tão desesperado que me calava. Um ciúme que me dava uma vontade de matar. Não era uma violência especificamente direcionada á uma pessoa, era uma raiva de assassino, e calma, uma raiva na qual eu poderia arquitetar serena e perfeitamente um crime para me vingar, mas provavelmente não o faria.

O que eu poderia dizer, ou fazer? O que tivesse que acontecer ia acontecer, ninguém assume o controle, isso é ilusão. Eu poderia não perder Ane para algum garoto que estava perto dela com mais freqüência na escola, mas ela poderia esbarrar com algum rapaz no mercado, olhá-lo nos olhos por um instante, e estava feito.

Michelle Ribeiro

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